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Tout-venant compactado: quanto pesa, camadas e quantas toneladas encomendar
O tout-venant solto pesa cerca de 1,9 t/m³ e, para compactar, conta-se mais 15 a 25 %: cerca de 0,22 a 0,24 t por m² em cada 10 cm. Camadas, humidade e grau de compactação Proctor.

O tout-venant da INERCOR pesa cerca de 1,9 t por m³ solto, tal como sai do areeiro. Ao ser compactado, perde volume: para obter 1 m³ de camada compactada é necessário mais 15 a 25 % de material. Na prática, cada 10 cm de camada compactada consomem cerca de 0,22 a 0,24 t por m². A compactação faz-se em camadas, com o material próximo do teor ótimo de humidade, e o resultado mede-se pelo grau de compactação em relação ao ensaio Proctor; em cadernos de encargos de pavimentação publicados em Portugal aparecem, por exemplo, exigências de 95 a 98 % do Proctor modificado. A INERCOR fornece tout-venant de 1.ª e de 2.ª a granel, faturado à tonelada em báscula, sem mínimo na recolha no areeiro e, com entrega, a partir de 4 toneladas de cada material (30 t no total a mais de 50 km do areeiro).
O que acontece ao tout-venant quando é compactado
O tout-venant é uma mistura de agregados de 0 a cerca de 40 mm; a composição e a origem do nome estão em o que é o tout-venant. Solto, tem espaços vazios entre os grãos. A compactação, por vibração e pressão, faz os grãos finos ocuparem os espaços entre os grossos: o volume diminui e a massa por m³ aumenta. É essa estrutura fechada que dá à camada capacidade para suportar cargas sem deformar.
Daqui resultam duas medidas diferentes do mesmo material:
- Densidade aparente do material solto: cerca de 1,9 t/m³ no tout-venant da INERCOR. É a que serve para converter as toneladas encomendadas no volume que chega à obra.
- Baridade seca da camada compactada: é superior à do material solto e depende da granulometria do lote, da humidade e da energia de compactação. O valor de referência obtém-se em laboratório, no ensaio de compactação Proctor, que determina a baridade seca máxima e o teor ótimo de água do material.
Como o valor compactado varia de obra para obra, as contas de encomenda fazem-se com a densidade do material solto e uma margem de compactação.
Quantas toneladas por m² de camada compactada
A tabela usa a densidade do tout-venant solto (1,9 t/m³) e uma margem de 15 a 25 % para a compactação:
| Espessura compactada | Volume por m² | Tout-venant solto por m² | Com margem de 15 a 25 % | Área coberta por 4 t |
|---|---|---|---|---|
| 10 cm | 0,10 m³ | 0,19 t | ≈ 0,22 a 0,24 t | ≈ 17 a 18 m² |
| 15 cm | 0,15 m³ | ≈ 0,29 t | ≈ 0,33 a 0,36 t | ≈ 11 a 12 m² |
| 20 cm | 0,20 m³ | 0,38 t | ≈ 0,44 a 0,48 t | ≈ 8 a 9 m² |
| 25 cm | 0,25 m³ | ≈ 0,48 t | ≈ 0,55 a 0,59 t | ≈ 7 m² |
| 30 cm | 0,30 m³ | 0,57 t | ≈ 0,66 a 0,71 t | ≈ 6 m² |
Valores aproximados. A densidade varia com o lote e a humidade; a faturação é feita pelo peso em báscula.
A margem mais baixa aplica-se a camadas finas sobre fundo firme; a mais alta, a camadas espessas, a fundos irregulares ou a obras em que se pretende evitar uma segunda viagem. As densidades dos restantes inertes estão no guia como converter toneladas em metros cúbicos.
Exemplos de cálculo
- Volume = área × espessura compactada (em metros).
- Peso solto = volume × 1,9 t/m³.
- Encomenda = peso solto × 1,15 a 1,25.
| Obra | Área e espessura | Volume compactado | Tout-venant solto | A encomendar |
|---|---|---|---|---|
| Pátio de oficina com camiões ligeiros, em duas camadas | 80 m², 30 cm (2 × 15 cm) | 24 m³ | 45,6 t | ≈ 52 a 57 t |
| Plataforma de estaleiro | 200 m², 25 cm | 50 m³ | 95 t | ≈ 109 a 119 t |
| Base de pavimento de armazém agrícola | 300 m², 20 cm | 60 m³ | 114 t | ≈ 131 a 143 t |
Em obras com espessuras definidas em projeto, as quantidades calculam-se a partir das medições do projeto, com a mesma lógica. Para passar estas toneladas a orçamento, ver preço do tout-venant. Se a base vai levar pavê por cima, as quantidades para 50, 100 e 200 m², com o leito de assentamento, estão em base para pavê.
Como se compacta o tout-venant
- Preparar o fundo. Remove-se a terra vegetal e a matéria orgânica e compacta-se o terreno natural. Um fundo mole limita a compactação da camada que fica por cima. Em solos argilosos, é comum colocar um geotêxtil de separação.
- Espalhar em camadas. A espessura de cada camada depende do equipamento: com placa vibratória ligeira usam-se camadas mais finas; com cilindro vibrador, camadas mais espessas. Em regra, cada camada fica entre 10 e 20 cm depois de compactada, e o caderno de encargos pode fixar um valor. Uma base de 25 a 30 cm faz-se em pelo menos duas camadas.
- Corrigir a humidade. O material compacta melhor perto do teor ótimo de água determinado no ensaio Proctor. Seco, os grãos não se arrumam; demasiado molhado, a água ocupa os vazios e a camada fica instável. Em tempo seco, rega-se antes e durante a compactação.
- Compactar em várias passagens. O número de passagens depende do equipamento e do material, e é habitual acertá-lo num troço inicial. Os bordos e as zonas junto a muros e caixas compactam-se com placa ou saltitão.
- Garantir pendente. A superfície final deve ter inclinação para escoar a água, para esta não se infiltrar na base.
Como se verifica a compactação
O controlo compara a baridade seca medida na obra com a baridade seca máxima do ensaio Proctor do mesmo material. A razão entre as duas é o grau de compactação. Na obra, a baridade mede-se, por exemplo, pelo método da garrafa de areia ou com gamadensímetro.
Os valores exigidos constam do caderno de encargos de cada obra. Dois exemplos de obras municipais: o caderno de encargos de uma empreitada de pavimentação em São João da Madeira (2022) exige 95 % do Proctor modificado no leito do pavimento e, nas camadas granulares de sub-base, controla a compactação pelo índice de vazios, a partir de um estudo laboratorial prévio; a lista de preços de uma empreitada da Câmara de Vagos pede ABGE compactado a 98 % do Proctor modificado na sub-base e a 95 % na base dos passeios. Em obras particulares sem caderno de encargos, como caminhos de quinta ou plataformas de estaleiro, o controlo costuma ser visual e prático: a camada não deve marcar à passagem de um veículo carregado nem ceder junto aos bordos.
Quando o caderno de encargos pede ABGE
Nos cadernos de encargos de estradas e arruamentos, a base e a sub-base granular aparecem normalmente como ABGE, com requisitos próprios de granulometria, de ensaio e de compactação. O tout-venant da INERCOR tem marcação CE, mas a conformidade com um ABGE confirma-a o projetista ou o dono de obra pela Declaração de Desempenho; a diferença entre os dois materiais está em tout-venant e ABGE.
Que tout-venant usar na base
Para bases que vão receber pavimento ou passagem regular de veículos, usa-se o tout-venant de 1.ª; o de 2.ª chega para bases menos exigentes e regularizações de terreno (a comparação está em tout-venant de 1.ª e de 2.ª). Para aterro ou enchimento, o artigo material para aterro compara o tout-venant com a areia de 2.ª e o seixo não lavado. Para as espessuras de caminhos pedonais e acessos de ligeiros, ver tout-venant para caminhos.
Perguntas frequentes
Quanto pesa um m³ de tout-venant compactado?
Cerca de 2,2 a 2,4 t por m³ de camada, contra cerca de 1,9 t/m³ do material solto. É isso que se encomenda para cada m³ compactado: 1,9 t de material solto mais 15 a 25 % para compensar a redução de volume na compactação. O valor exato depende do lote, da humidade e da energia de compactação, e determina-se no ensaio Proctor.
Quanto tout-venant é preciso por m²?
Cerca de 0,22 a 0,24 t por m² por cada 10 cm de camada compactada, já com a margem de compactação. Uma base de 20 cm leva cerca de 0,44 a 0,48 t por m².
Qual o grau de compactação exigido?
O que constar do caderno de encargos da obra. Em empreitadas municipais de pavimentação aparecem, por exemplo, 95 % do Proctor modificado no leito do pavimento e 98 % na sub-base; alguns cadernos de encargos controlam as camadas granulares pelo índice de vazios.
Qual a espessura de cada camada de tout-venant?
Depende do equipamento de compactação. Em regra, cada camada fica entre 10 e 20 cm depois de compactada; bases mais espessas fazem-se em várias camadas.
Posso usar tout-venant onde o caderno de encargos pede ABGE?
Só se os valores declarados cumprirem a especificação. O tout-venant da INERCOR tem marcação CE; a conformidade confirma-se pela Declaração de Desempenho.
Peça o seu orçamento
Indique a área, a espessura compactada e a localização da obra. A INERCOR fornece tout-venant de 1.ª e de 2.ª a granel a partir do areeiro em Corroios, Seixal, sem mínimo na recolha e desde 4 toneladas de cada material com entrega em frota própria no Seixal, Almada, Barreiro, Setúbal e restante Margem Sul, e em Lisboa (até 50 km do areeiro; acima disso, mínimo de 30 t no total). Para o acabamento sobre a base, a INERCOR fornece também brita e pó de pedra. Peça orçamento pelo site ou ligue para o 218 493 278.
O preço do tout-venant de 1.ª e de 2.ª, tal como o da brita e do pó de pedra, é sob consulta, consoante a quantidade, à tonelada, à saída do areeiro, sem transporte e sem IVA (acresce IVA à taxa legal em vigor). O transporte é orçamentado à parte.
Fontes: Caderno de Encargos – Condições Técnicas Especiais, pavimentação das ruas do Vale e Manuel Vieira Araújo, Câmara Municipal de São João da Madeira (2022); Lista de preços unitários da beneficiação da Estrada M598, Câmara Municipal de Vagos; Caderno de Encargos Tipo Obra, 14.03 Pavimentação: características dos materiais, Estradas de Portugal (2014).

